Doctor Who – 50 Anos

A Série Contemporânea

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Doctor Who  já havia sido elevada ao status de representante da cultura britânica com as 26 temporadas da série clássica. De 1963 a 1989, os sete Doutores e seus companheiros derrotaram monstros, mas a BBC  decidiu que o programa deveria sair da grade por causa de uma série de fatores, entre eles, a decisão final de Michael Grade, então executivo do canal, que achava a série ruim, decidindo exterminá-la.

Após um hiato de 15 anos, em que geraram livros, quadrinhos e outros materiais da série, em 2005 a série voltou às telinhas da Grã-Bretanha após passar por uma repaginação no formato. Para que isso acontecesse, a BBC precisava ter a licença da série, que ainda estava nas mãos da Universal após o filme do oitavo Doutor. Como ele fez pouco sucesso nos Estados Unidos, não foi possível lançar uma nova temporada por lá.

Russell T. Davies, roteirista, vivia falando para a BBC que gostaria de encabeçar o projeto para a retomada de Doctor Who. Lá dentro, as produtoras Lorraine Heggessey e Jane Tranter também gostavam da ideia e assim, em 26 de setembro de 2003, a BBC anunciava o retorno de Doctor Who para a TV – para a alegria dos whovians (como são conhecidos os fãs da série). Em 22 de março de 2004, eram anunciados os nomes de Christopher Eccleston e Billie Piper como o Doutor e sua companheira.

A produção ficou a cargo da BBC Wales e as filmagens começaram em Cardiff em 18 de julho de 2004. Foi Davies que definiu o novo formato da série, com episódios de cinquenta minutos de duração, centrados na Terra. Ele também queria que durassem uma temporada inteira, com treze episódios. Murray Gold trabalharia o tema de abertura original, atualizando-o para os novos tempos.

Christopher Eccleston

O 9º Doutor – Christopher Eccleston (2005)

Em 26 de março de 2005 ia ao ar, pela BBC One, o episódio “Rose”, inaugurando a era moderna de Doctor Who. Com seu jeito turrão mas brincalhão, sem as roupas espalhafatosas das regenerações anteriores (ele usava apenas calça, camiseta e jaqueta de couro pretas), Eccleston conseguiu dar um novo fôlego ao personagem. Rose Tyler, interpretada pela cantora pop Billie Piper, era uma garota londrina de 19 anos com quem as fãs conseguiam se identificar. A dupla gerou críticas positivas da imprensa e aceitação do público, e apenas quatro dias após a estreia foi anunciada a aprovação da segunda temporada. Assim, Doctor Who ganhou de volta o posto de queridinho da BBC, conquistando um novo público que nunca havia tido contato com a série clássica.

Mas, a saída do ator foi anunciada na véspera de 1º de abril. A emissora voltou atrás e admitiu que o anúncio foi feito sem o consentimento do ator. Alguns anos depois, ele veio a afirmar que o ambiente de trabalho não era agradável, mas se sente eternamente grato pela oportunidade de ter trazido a série de volta e que adorava o contato com o público, principalmente com as crianças, já que seus outros trabalhos eram mais sérios. Diferenças à parte, sua contribuição para o legado de Doctor Who é enorme e não deve ser esquecida.

David Tennant

O 10º Doutor – David Tennant (2006-2009)

Depois de apenas uma temporada, Eccleston sai de cena e entra em seu lugar um dos Doutores mais queridos de todos os tempos: David Tennant. Ele foi anunciado como o décimo Doutor em 16 de abril de 2005 e sua primeira aparição foi no último episódio da primeira temporada, “The Parting of the Ways”.

Em três temporadas, Tennant conquistou uma legião de fãs, que repetem até hoje seu bordão “Allons-y”, apontando a sua chave de fenda sônica, com seu terno, sobretudo e tênis All-Star, tudo acompanhado por um corte de cabelo moderninho, conquistando garotas entre 8 e 80 anos de idade.

Após três anos, Tennant decidiu, junto com Davies, que era hora de sair, afinal ele ainda tinha toda uma carreira pela frente. Assim acabava a era Russel T. Davies.

Matt Smith

O 11º Doutor – Matt Smith (2010-2012)

Saem de cena Davies e sua equipe e, no lugar, entram o novo showrunnerSteven Moffat, com Matt Smith no papel principal. O nome do ator foi anunciado em 3 de janeiro de 2009 no Doctor Who Confidential, mas o público ainda teria que esperar mais um ano para ver o mais jovem Doutor em cena. A era Moffat é marcada por um Doutor mais obscuro, mas ao mesmo tempo sensível, meio anti-social e excêntrico.

Com a saída dos Pond, o Doutor passa a viajar com Clara Oswald, a garota impossível. O mistério de sua personagem é resolvido no final da sétima temporada, que termina com um gancho enorme para o especial de 50 anos da série, The Day of the Doctor, que irá ao ar em 23 de novembro com transmissão simultânea em vários países do mundo. No elenco, além de Smith e Coleman, juntam-se David Tennant, Billie Piper e John Hurt.

Peter Capaldi

O 12º Doutor – Peter Capaldi (2013-)

Pouco sabe-se ainda sobre o próximo Doutor, que entrará na série a partir do especial de Natal desse ano, ainda sem título. Há rumores de que ele ficará por apenas uma temporada, acompanhado de Jenna Coleman. Nenhum detalhe sobre suas roupas ou personalidade foi divulgado até agora.

Peter Capaldi é considerado um dos melhores atores da Grã-Bretanha. Para completar, é fã da série desde criancinha. Capaldi já havia feito um papel pequeno no episódio “The Fires of Pompeii” e também fez Torchwood, um dos spin-offs de Doctor Who.

Com 55 anos, ele foi escolhido para o papel com a mesma idade que William Hartnell, o primeiro Doutor, tinha em 1963. Muita gente acha que isso pode significar o fim da série, mas considerando o sucesso que o carro-chefe da BBC tem ao redor de todo o globo, além do fato de que ela pode se renovar sempre, não deveríamos ficar preocupados.

A BBC HD está disponível apenas na NET HD, canal 531 ou 590. Confira também o Facebook e o Twitter do canal.

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